quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Na reta final para Copa, seleção não quer 'pedreiras'

Getty
Felipão dá instruções ao elenco da seleção brasileira na Basileia
Felipão dá instruções ao elenco da seleção brasileira na Basileia
Junte o calendário mundial, com interesses comerciais e os planos de Felipão. O resultado é uma reta final de preparação para a Copa da seleção brasileira contra rivais frágeis.
Passados os jogos contra Austrália e Portugal, em setembro, serão mais cinco jogos até a convocação para a Copa de 2014. E quase tudo ainda está em aberto.

Certo é que Felipão vai cansar muito seu elenco em outubro, quando a seleção vai aproveitar as duas datas Fifa para fazer amistosos na Ásia, provavelmente na Coreia do Sul e na China. No primeiro caso, a seleção local deve ser a adversária. O jogo em solo chinês pode ser contra um rival da África.
O calendário do futebol mundial ainda prevê mais duas datas para jogos de seleções em novembro. Mais uma vez a CBF só sabe onde serão os jogos: nos Estados Unidos, que já será o palco da partida contra a seleção portuguesa de Cristiano Ronaldo.
Neste caso, complica a vida da seleção o fato de ser difícil saber hoje quem estará disponível para jogar nestas datas. Em novembro, serão realizadas as repescagens para o Mundial, cujos times que estarão na disputa só serão definidos em outubro.
Em 2014, o único amistoso antes da convocação tem um favorito. O jogo, no dia 5 de março, tem boas chances de ser contra a África do Sul, e o Brasil seria visitante.
Os principais rivais da seleção já acertaram seus rivais nessa data, na maioria dos casos. E optaram por testes mais duros. Espanha e Itália medirão forças entre si, a Alemanha irá desafiar o Chile e a Argentina pegará a Romênia.
Quando assumiu a seleção, no final do ano passado, Felipão deixou claro que preferia fazer amistosos contra adversários duros, ao contrário de Mano Menezes, seu antecessor, que enfrentou rivais no quilate de Iraque e Gabão.
Mas isso mudou. A avaliação da comissão técnica da seleção é que o time já está muito mais arrumado e desenhando. Então, chegou a hora de diminuir o nível dos adversários.
Após a derrota para a Suíça, na Basiléia, na quarta-feira, Felipão disse que não tem como interferir na escolha dos rivais brasileiros, já que os amistosos da seleção foram vendidos pela CBF para uma empresa árabe. Mas deu sinais que realmente os próximos rivais serão mais frágeis.
"Eles nos atenderam marcando jogos contra França, Inglaterra, Itália, todos ótimos. Agora, devem ter nas suas tabelas jogos que a gente ainda não sabe", falou o treinador.

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