terça-feira, 31 de maio de 2011

Holanda treinará no Flamengo para amistoso contra o Brasil

Antes de trabalhar no gramado da Gávea, jogadores farão tour pela sede social rubro-negra, na Gávea

A sede social do Flamengo ficará ainda mais movimentada nesta terça-feira (31.05), principalmente o campo de futebol profissional. Mas não é por conta de nenhum jogador do clube ou por algum treino rubro-negro. A seleção holandesa fará sua preparação para o amistoso diante do Brasil, no próximo sábado (04.06), em Goiânia, na Gávea. E, antes de começar seu primeiro trabalho no clube, fará um tour para conhecer o Mais querido do Brasil.

Os jogadores holandeses treinarão na Gávea a partir das 16h. Na quarta-feira (01.06), o treino está marcado para 11h30, assim como na quinta-feira.

Entre as estrelas que estarão no gramado do Flamengo, estão Arjen Robben, atacante do Bayer de Munique, e Van Persie, atacante do Arsenal
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Milan questiona Robinho sobre vida de Ganso

Apesar de o vice-presidente do Milan (ITA), Adriano Galliani, desmentir o interesse em Paulo Henrique Ganso, o atacante Robinho já foi até questionado sobre o comportamento do meia fora dos gramados. A lesão muscular sofrida por ele na primeira partida da final do Paulistão, contra o Corinthians, também preocupou o clube italiano.
– O pessoal do Milan ficou preocupado com a lesão de Ganso, porque ele não seria uma contratação barata. Mas me perguntam se é profissional, se gosta de balada, de pagode, se é gente boa – revelou Robinho, em entrevista ao "Arena SporTV".
Além de Ganso, o atacante Neymar é outro alvo permanente dos clubes europeus. Segundo Robinho, no entanto, a fama que persegue os jgoadores brasileiros na Europa não é das melhores.
– Eles comentam muito do Paulinho (Henrique Ganso) e do Neymar. Falam também do Lucas e elogiam. Mas perguntam mais do Paulo Henrique. Eles acreditam na história de que jogador brasileiro é preguiçoso, não treina... e perguntam muito disso – completou.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Regime Diferenciado de Contratações: um erro de proporções olímpicas

João Alberto Viol, presidente do Sinaenco, mostra como acelerar as obras para a Copa, com qualidade

Aprovação da MP 521 colocará em risco a qualidade dos projetos
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João Alberto Viol* - São Paulo
postado em 30/05/2011 19:01 h
atualizado em 30/05/2011 19:14 h
O governo federal aparentemente acordou para a urgência de resolver os atrasos nas obras necessárias à boa realização dos megaeventos esportivos: a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O remédio escolhido, porém, pode acabar provocando sequelas indesejáveis, em vez de trazer a desejada cura dos problemas. A proposição do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), embutido na Medida Provisória 521/2010 e destinado a acelerar as licitações e os contratos para a realização dessas obras em tempo hábil é, sem dúvida, um equívoco de proporções olímpicas.
Em licitações para obras públicas, a busca por atalhos para driblar a falta de planejamento pode levar ao abismo. A Lei de Licitações, a 8.666/93, certamente precisa de aperfeiçoamentos, cuja discussão infelizmente se arrasta desde 2007 no Congresso, nos debates sobre a revisão dessa lei que rege as contratações públicas no país. Mas, como sabemos e a história brasileira já não tão recente nessa área demonstra, aperfeiçoamentos são o contrário de gambiarras, de improvisações. Tentar inserir uma discussão dessa importância e que envolve um conjunto de obras de vários bilhões de reais numa MP cujo escopo é outro (valor da bolsa de médicos-residentes, primeiramente, e no Projeto de Lei de Conversão (PLV) à MPV 527/2, que cria a Secretaria de Aviação Civil e altera a legislação da Agência Nacional de Aviação Civil – Anac, posteriormente) é ir contra todos os preceitos que definem a realização de uma boa obra, entre os quais o planejamento é o seu pilar estrutural.
É possível desenvolver as obras exigidas para a realização da Copa 2014 de forma adequada e buscando os melhores resultados, técnico-econômicos, para os vultosos investimentos previstos ou em andamento?  Sim, é possível, mas isso não significa que não precisamos mais planejar e apenas executar. O novo planejamento é de enfrentamento dos riscos. É um planejamento estratégico, no seu sentido estrito. Diante do cenário de atraso, temos que planejar – isto é, pensar e decidir antes – como enfrentar esses riscos. A primeira posição é reconhecer o atraso e ajustar os cronogramas, uma vez que não há folgas frente a imprevistos e obstáculos. Em segundo lugar, identificar claramente os riscos de ocorrências que podem atrasar mais as obras. E, ainda: decidir o mais rapidamente o que falta. Completar no prazo mais breve todos os projetos executivos dos estádios e das obras de mobilidade urbana e de ampliação aeroportuária. O projeto concebe, desenha e calcula os elementos físicos e econômicos, previamente à execução de qualquer empreendimento. Antes de iniciar a obra é possível visualizar os detalhes do empreendimento quando pronto, mediante maquetes eletrônicas. O papel do construtor é executar segundo o que foi definido no projeto.
Com relação aos Jogos Olímpicos, a situação temporal é diversa. O lapso de tempo ainda permite galgar todos os passos sem necessidade de se decidir em situações de risco. Portanto, para a Olimpíada, é seguir o caminho normal
A aprovação da MP 521 colocará em risco a qualidade dos projetos de arquitetura e de engenharia, com as potenciais seqüelas em termos de atrasos nos cronogramas, obras de má qualidade e custos além dos previstos nos respectivos orçamentos. As principais entidades e especialistas na área, no Brasil e no exterior, recomendam a contratação de forma independente e pela melhor solução técnico-econômica de projetos de arquitetura e de engenharia como garantia de definição rigorosa de orçamentos, de cumprimento dos prazos previstos e da qualidade na execução, devido ao detalhamento de sistemas construtivos, materiais e serviços envolvidos.
Num momento em que diversas entidades representativas da engenharia brasileira articulam um movimento contra a corrupção, não temos dúvida em afirmar que o planejamento e a contratação pela melhor solução técnico-econômica de projetos em sua etapa final, com todos os seus detalhamentos perfeitamente definidos, em todas as etapas da obra (projeto completo), é a verdadeira “vacina anticorrupção” em obras públicas.
Assim, se o governo federal deseja realmente acelerar as obras necessárias à realização da Copa 2014 e Olimpíada 2016, mantendo o imprescindível controle de qualidade e de custos para deixar legados duradouros à sociedade, deve reformular seus conceitos e retirar a MP 521 do processo de votação no Congresso. O governo não pode abrir mão dos principais instrumentos de gestão das obras públicas - como é o caso do planejamento e do projeto contratado de forma independente da construção -, para se arriscar em um caminho claramente equivocado e repudiado de forma unânime pelas entidades representativas da arquitetura e da engenharia brasileiras.
*João Alberto Viol é presidente do Sindicato da Arquitetura e Engenharia (Sinaenco)

MORUMBI 2014

Morumbi 2014 | A futura cobertura do estádio, vista de cima

Copas de 2018 e 2022 não estão "manchadas", diz presidente da Fifa

Joseph Blatter nega acusação de corrupção na escolha de Rússia e Catar



postado em 30/05/2011 18:00 h
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou nesta segunda-feira que as Copas do Mundo de 2018 e 2022, que serão organizadas por Rússia e Catar, respectivamente, "não estão manchadas".
Blatter afastou assim as acusações de corrupção que cercaram a escolha das sedes do Mundial, especialmente a do Catar. O dirigente suíço informou também que o Comitê de Ética confirmou que "não existem elementos para abrir um procedimento" contra quatro dirigentes - entre eles, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o vice-presidente da Fifa Jack Warner - acusados de corrupção.
Warner, no entanto, foi suspenso de atividades relacionadas ao futebol em âmbito mundial, em consequência de outra investigação aberta pelo Comitê de Ética.
"No Congresso, temos que ter unidade e solidariedade e olhar os quatro anos que temos pela frente. Não será uma tarefa fácil, mas temos que fazê-lo", disse Blatter em entrevista coletiva, ao final de uma reunião do Comitê Executivo da Fifa.
O dirigente sustentou que essa demonstração de coesão institucional será favorável aos fãs do futebol e à percepção do esporte na sociedade.
Blatter chegará nesta quarta-feira ao 61º Congresso da Fifa como candidato único para um quarto mandato, em um processo eleitoral marcado por escândalos provocados por denúncias cruzadas entre representantes da entidade.
Seu único adversário, o catariano Mohammed bin Hammam, retirou sua candidatura neste domingo, logo após o Comitê de Ética abrir uma investigação por conta da denúncia do secretário-geral da Concacaf, Chuck Blazer, que o acusa de supostos subornos para comprar votos no Congresso desta quarta-feira. Nessa denúncia, Blazer também envolveu Jack Warner.
Anteriormente, a imprensa divulgou informações acusando Bin Hammam de ter desembolsado uma quantia para garantir votos a favor da candidatura do Catar como sede da Copa de 2022 - acusação para a qual, segundo Blatter, a Fifa não encontrou evidências.
Durante a entrevista coletiva, o presidente da entidade máxima do futebol subiu o tom pela insistência de alguns jornalistas que, por conta do tempo limitado, faziam perguntas sem que lhes fosse concedida a palavra.
"Não estamos em um bazar, mas na casa da Fifa", declarou.
Sobre a convivência dentro de um Comitê Executivo onde uns denunciam os outros, Blatter alegou que não elege seus membros, e que estes são representantes das confederações de futebol.
"Faço com eles o melhor que posso", disse, após reconhecer que não tem nenhuma autoridade para suspendê-los de suas funções e que "o Congresso (da Fifa) tem que estar consciente disto".
Blatter reforçou que em seu quarto mandato à frente da poderosa instituição futebolística uma de suas prioridades será reforçar o Comitê de Ética.
Sobre o pedido britânico de adiar as eleições desta quarta-feira, Blatter explicou que o único órgão que pode tomar essa decisão é o Congresso da Fifa "por uma maioria de dois terços dos votos".

NÃO DA PRA FICAR FORA!

São Paulo estará na Copa de 2014

Em artigo, presidente do Sinaenco/SP apresenta a engenharia para construir o estádio de Itaquera


Arena corintiana pode ser erguida em 30 meses(crédito: CDC Arquitetos/Divulgação)

As especulações recentemente divulgadas de que a cidade de São Paulo estaria fora da Copa 2014 guardam analogia com certas previsões, muito frequentes em finais de ano, de “adivinhos” de variadas procedências.
O principal problema é que elas não se baseiam em fatos, mas em suposições que não se sustentam, examinados os interesses em jogo – não apenas do Corinthians, ou das autoridades municipais paulistanas e estaduais paulistas, mas principalmente do peso político, econômico-financeiro e social de São Paulo para o resto do país e para o governo federal em particular. A Fifa e a CBF também não ignoram o peso e a importância de São Paulo para o Campeonato Mundial. Sabem ainda que a capital paulista é a única que oferece, na dimensão requerida pela Fifa, as condições de sediar o Congresso que antecede o jogo inicial e, também, o Centro de Mídia do evento.
Definir hoje se São Paulo vai sediar ou não o jogo de abertura do Campeonato Mundial de Futebol da Fifa é coisa que nem o finado Polvo Paul, o adivinho-mor da Copa 2010, poderia prever. Mas não é necessário ter poderes mediúnicos para afirmar que São Paulo sediará sim uma chave da Copa 2014.
A construção do estádio do Corinthians obviamente está atrasada. Mas, do ponto de vista técnico, da engenharia brasileira, o prazo que resta até a Copa – 37 meses – é perfeitamente factível para a conclusão da obra, ainda que iniciada em julho ou agosto deste ano.
A construção de um equipamento esportivo do porte de um estádio para a Copa depende de vários fatores, alguns deles predominantemente técnicos de engenharia e arquitetura e outros tantos de ordem legal, administrativa, ambiental e econômico-financeiros, entre outros.
Superados os condicionantes externos, a essência está sediada nas boas práticas de engenharia, a começar nos bons projetos executivos (“Antes de uma boa obra, existe sempre um bom projeto”), desde os projetos geotécnicos (terraplenagem e fundações), passando pelos estruturais, elétricos, hidráulicos e de sistemas de comunicação, controle, segurança etc.
Os projetos de engenharia carregam em si o código genético, o DNA dos empreendimentos.
Sua qualidade determina e condiciona o resultado final da construção ou produção.
Sucedem ao bom projeto as boas práticas da engenharia de construção que, executadas com qualidade, asseguram obter como resultado o produto ou equipamento almejado pelo contratante.
Pode-se afirmar com segurança que uma obra como a de um estádio depende de boas práticas de engenharia combinadas com excelente logística, já que pessoas, materiais e equipamentos devem estar no lugar certo no tempo certo, para garantir eficiência nos processos construtivos.
A decisão de utilizar pré-fabricados de concreto ou estrutura metálica, produzida em usina e pré-montada, permite construir simultaneamente elementos estruturais, superando etapas de trabalho, reduzindo-se tempos de construção e, assim, permitindo encurtar prazos.
Por isso, quando solicitados a avaliar prazos para a construção do Itaquerão, com 65 mil lugares, podemos afirmar que o tempo necessário para a construção pode variar entre 24 e 36 meses, ou um pouco mais, dependendo das condições do clima.
Trinta meses é uma boa aposta!
A solução financeira, que certamente é a parte mais complexa dessa equação, pode ser resolvida com a utilização dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CID), de até R$ 240 milhões; do financiamento de R$ 400 milhões do BNDES e da venda de naming rights, os direitos do nome, além da comercialização de camarotes VIPs. Tudo isso, é claro, exigirá muito mais competência do que a demonstrada até agora pela diretoria corintiana no desenrolar desse imbróglio e na montagem de um plano de negócios viável e no prazo adequado, ou seja, para ontem. No mínimo o estádio para 45 mil pessoas o clube consegue construir apenas com o financiamento do BNDES e os recursos obtidos com naming rights e venda de camarotes, o que garante a capital paulista no Campeonato Mundial da Fifa.
Não dá para saber se a seleção brasileira vai ganhar a Copa 2014. Mas uma coisa é mais que certa: não há chance de São Paulo não estar nessa Copa

SOB PRESSÃO

Após ultimato da Fifa, São Paulo começa obras para Copa de 2014

Terraplanagem do terreno de Itaquera teve início nesta segunda (30) depois de ameaças de corte


As obras do estádio de São Paulo para a Copa de 2014 começaram nesta segunda-feira após as ameaças da Fifa na semana passada, que declarou que excluiria do evento esportivo as cidades brasileiras que descumprirem suas exigências.
Três tratores da construtora Odebrecht iniciaram nesta segunda-feira os trabalhos de nivelação do terreno de propriedade do Corinthians em Itaquera.
O presidente do clube paulista, André Sánchez, se comprometeu a "não descansar" até concluir o projeto, que descreveu como "complexo, enorme e com muitas dificuldades", segundo um comunicado.
O início das obras ocorreu dois dias depois do ministro do Esporte, Orlando Silva, dar um ultimato à cidade de São Paulo para demonstrar que tem capacidade de organizar a Copa.
O prazo concedido por Silva termina no final de julho, coincidindo com a próxima visita de fiscais da Fifa ao Brasil.
Na semana passada, a entidade máxima do futebol anunciou formalmente que São Paulo não será uma das sedes da Copa das Confederações de 2013, uma vez que o estádio não estará pronto a tempo.
A Fifa também excluiu Natal do evento e advertiu que as cidades que não disponham de infraestrutura adequada serão retiradas do Mundial de 2014.
As obras do estádio de São Paulo começaram sem ter definido o projeto final da arena - ou mesmo seu orçamento, capacidade e nome.
No ano passado, o Corinthians divulgou um plano de construir um estádio de 48 mil assentos com um custo de R$ 335 milhões, cifras já aumentadas nas últimas semanas.
As autoridades brasileiras pretendem que São Paulo seja a sede do jogo de abertura da Copa, obrigando o aumento da sua capacidade para 65 mil assentos e a ampliação da área de imprensa e outras dependências para atender às exigências da Fifa - o que pode até triplicar o orçamento.

domingo, 29 de maio de 2011


Cabeça de L. Euzébio salva noite, e Flu bate o Atlético-GO fora de casa

Zagueiro faz gol solitário e garante primeiro triunfo do Tricolor no Brasileirão em partida ruim na noite deste domingo, no Serra Dourada

Por Cahê MotaDireto de Goiânia
Valeu pelos três pontos. E em campeonato de pontos corridos isso muitas vezes basta. Mas o que foi apresentado em campo neste domingo, tanto por Fluminense quanto por Atlético-GO, foi muito pouco para quem sonha terminar o Brasileirão na parte de cima da tabela. Melhor para os tricolores, que tiveram em Leandro Euzébio o herói da vitória por 1 a 0, no Serra Dourada, em partida válida pela segunda rodada.
leandro euzebio fluminense gol atlético-go (Foto: André Costa / Agência Estado)Leandro Euzébio comemora único gol da noite no Serra Dourada (Foto: André Costa / Agência Estado)
Bem postado defensivamente e sem fazer questão de se expor, o Flu só atacou “na boa” e conquistou o primeiro triunfo no Brasileirão graças a uma jogada ensaiadas bem executada em cobrança de escanteio. O que importa, no entanto, são os três pontos, que colocam a equipe na 12ª colocação e acalmam as coisas para o início da “Era Abel Braga”, com a chegada de seu auxiliar, Leomir, durante a semana. A tendência, inclusive, é que ele já seja o comandante no compromisso do próximo sábado, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, diante do Cruzeiro.
O Dragão, por sua vez, deixou preocupados os torcedores presentes no Serra Dourada. Sem criatividade, até teve boa posse de bola, mas assustou pouco e não manteve as expectativas criadas após vencer o Coritiba fora de casa na estreia. Também com três pontos, é o oitavo, e volta a campo também no sábado, às 21h, para encarar o Figueirense, no Orlando Scarpelli.
Leandro Euzébio ‘atrapalha’ o sono
Um primeiro tempo capaz de dar sono, salvo por uma cabeçada certeira de Leandro Euzébio. Em ritmo lento e com pouquíssima objetividade, as equipes ignoraram qualquer tipo de postura ofensiva e jogaram basicamente no erro do adversário. Melhor para o Tricolor, que desceu para o vestiário em vantagem.
Paciente até demais, o Dragão tinha maior posse de bola, mas trocava passes de um lado para o outro, sem levar perigo ao gol de Berna. O Fluminense, por sua vez, se mantinha bem postado defensivamente e era mais incisivo nas poucas vezes que atacava. Tanto que Julio Cesar e Conca, usando bem os espaços no lado esquerdo de ataque, forçaram Marcio a realizar boas defesas.
O gol, no entanto, saiu em uma jogada ensaiada de bola parada. Aos 12, Deco cobrou escanteio, Valencia desviou no primeiro pau e Leandro Euzébio precisou sair pouco do chão para escorar de cabeça na pequena área: 1 a 0. Na comemoração, o zagueiro correu apontando para o treinador interino Enderson Moreira - que vai deixar o cargo e foi abraçado por todo o time.
Atrás no placar, o Atlético-GO bem que tentou pressionar. Pelas laterais, Adriano e Thiago Feltri faziam boas jogadas, mas Berna entregou a bola nas mãos de Sálvio Spinola Fagundes para o apito final sem realizar uma defesa sequer.
Flu ataca pouco, mas garante primeira vitória
Na segunda etapa, o panorama pouco mudou. O Atlético-GO seguia com maior posse de bola e sem criatividade. De diferente, somente uma alternativa a mais na tentativa de conseguir o empate: os chutes de fora da área. Ainda assim, os goianos pecavam na precisão, e Berna trabalhou para valer somente uma vez, em bola desviada no meio do caminho.
Enquanto isso, o Fluminense seguia apostando nas saídas em velocidade no contra-ataque. Fred, que não enfrentou o São Paulo na estreia por precaução após sentir incômodo na coxa, demonstrou estar recuperado. Correu de um lado para o outro sem mancar, mas foi pouco acionado, fazendo muitas vezes o papel de pivô. Substituído aos 45 do segundo tempo, ele finalizou no gol somente uma vez, de fora da área, obrigando Marcio a fazer boa defesa. Durante a semana, ele retorna ao Serra Dourada, só que com a camisa da Seleção Brasileira - está no grupo que encara a Holanda no próximo sábado na capital de Goiás.
E assim, sem maiores emoções, a partida se arrastou até o apito final para a festa dos tricolores, que deixaram o estádio aos gritos de “o campeão voltou”. Na luta pelo bicampeonato, o Flu já tem seus primeiros três pontos. Afinal, em pontos corridos, isso é o que importa.

Fla vacila no fim, Bahia aproveita e arranca empate em Salvador

Em Pituaçu, Tricolor fica duas vezes na frente, Rubro-Negro vira, mas Jobson garante o primeiro ponto dos baianos no Campeonato Brasileiro

Por Eric Luis Carvalho e Richard SouzaSalvador
Noventa minutos não bastaram para apontar um vencedor. Neste domingo, Bahia e Flamengo se reencontraram na Primeira Divisão depois de quase oito anos e fizeram um confronto marcado por erros, gols e equilíbrio. Depois de ficar duas vezes em desvantagem no placar, o Rubro-Negro virou a partida no segundo tempo, dominou o adversário, mas permitiu a igualdade no fim, quase nos acréscimos. O atacante Jobson, autor de dois gols, marcou aos 44 minutos, decretando o placar de 3 a 3.
O resultado pune a equipe de Vanderlei Luxemburgo, que esteve muito perto de conquistar a segunda vitória seguida no Campeonato Brasileiro. O Flamengo chega a quatro pontos e perde a chance de se igualar a Corinthians, Atlético-MG, Vasco e São Paulo, que venceram seus dois jogos.
Ao Bahia, resta o consolo de voltar a conquistar um ponto na Série A. Depois de sete anos longe da elite, o Tricolor demonstrou raça para evitar a derrota diante de mais de 30 mil torcedores eufóricos.



As equipes voltam a jogar no próximo domingo. O Bahia visita o Grêmio, no Olímpico, em Porto Alegre, às 16h. No mesmo horário, o Flamengo recebe o Corinthians, no Engenhão. Este jogo vai marcar a despedida do meia Petkovic.
‘Bahêa’ sem freio
Muitos e muitos dias de saudade sem ver o Bahia jogar em Salvador numa partida da Primeira Divisão. Pituaçu foi o ponto de encontro da turma tricolor. Gente empolgada, alegre, nervosa. Um tal de senta e levanta sem fim nas arquibancadas. Contra o Flamengo, o Esquadrão de Aço teve pressa para soltar um grito preso há sete anos, guardado lá no fundo da garganta, desde o rebaixamento em 2003. Coube a Lulinha inflamar o estádio antes dos 20 minutos. Gol com participação do atacante Souza, ex-rubro-negro. Foi ele quem ajeitou a bola dentro da área para o meia bater de esquerda. Na comemoração, os jogadores imitaram o 'bonde sem freio', coreografia que ficou famosa com os cariocas. Primeiro gol do ex-corintiano no novo clube.
ronaldinho gaucho flamengo bahia (Foto: Eduardo Martins / Agência Estado)Ronaldinho fez o primeiro gol do Flamengo na Bahia (Foto: Eduardo Martins / Agência Estado)
Foi um Flamengo com mais vontade do que qualidade. Bottinelli, Thiago Neves e Ronaldinho custaram a se encontrar, criaram pouco, mas batalharam. A equipe errou passes curtos, deu chances de contra-ataque ao adversário e demorou para encaixar seu melhor jogo. O setor direito era a melhor saída. Por lá, Galhardo, substituto do machucado Léo Moura, foi acionado e chegou pelo menos três vezes com perigo. Foi dele o cruzamento rasteiro para Ronaldinho completar de pé esquerdo. O empate em pouco mais de dez minutos silenciou os donos da casa.
Lulinha pela direita, Jobson na esquerda e Souza centralizado. Galhardo e Welinton sofreram com os ataques do ex-botafoguense. Jobson perturbou com dribles e arrancadas, sempre muito ágil, arisco. Num contra-ataque oriundo de uma falta mal cobrada por Ronaldinho, o Bahia voltou a abrir vantagem. Lulinha avançou pela direita e cruzou rasteiro. Jobson, feito uma flecha, aproveitou: 2 a 1, e bonde outra vez formado. Primeiro dele pela equipe.
Mesmo com o time na frente, os tricolores chiaram no fim do primeiro tempo. Cleber Welington Abade foi para o vestiário sob gritos de "ladrão". Motivo: Galhardo puxou a camisa e derrubou Ávine dentro da área quando o placar marcava 1 a 0. O árbitro nada marcou. 
Fla vira, mas Jobson empata
Da esquerda para a direita, da direta para a esquerda. Trocar pressa por paciência fez bem ao Flamengo. O time de Luxemburgo girou a bola, esperou a hora certa de investir, de ser preciso. Foi assim que Thiago Neves encontrou Bottinelli do lado esquerdo da área sem qualquer marcação. O passe ainda passou por Wanderley, que por sorte não conseguiu dominar. Chute colocado de "El Pollo" para empatar o confronto outra vez, antes dos dez minutos.
O torcedor do Bahia sentiu. O time também. Os contra-ataques não funcionavam mais com a mesma eficiência. Jobson caiu pelos lados do campo, mas sempre acompanhado de perto por Welinton e David. Depois de um primeiro tempo instável, a zaga rubro-negra se posicionou melhor. Egídio e Galhardo também diminuíram espaços nas alas. René Simões trocou o lateral-direito Gabriel por Marcos para dar força ao setor, recolocar Lulinha no jogo, mas a tentativa foi frustrada. O Bahia continuava convidando o Flamengo para entrar no seu campo.
Fernando 'entrega o ouro'
A mudança de Luxa funcionou bem melhor. O técnico trocou a vontade de Wanderley pela velocidade de Diego Maurício. Em poucos minutos em campo, o garoto fez a diferença no gol da virada. Acionado por Bottinelli, Drogbinha cruzou na medida para Egídio. O lateral-esquerdo, que deve dar lugar a Junior Cesar na próxima rodada, acertou um bonito chute de primeira. Virada com dois gols em menos de 20 minutos.
Sem força, o Bahia ainda teve Helder expulso ao levar o segundo amarelo após falta em Bottinelli. Muitos tricolores deixaram o estádio antes do apito final. Quem saiu, perdeu. Diferentemente da primeira mudança, quando colocou Diego Maurício, Luxemburgo deu azar ao lançar Fernando no lugar de Willians, com câimbras, e Jean, no de Galhardo. O volante saiu jogando errado e armou o contragolpe do Bahia. Maranhão acionou Jobson, que dominou no lado esquerdo da área e soltou uma bomba de canhota para empatar: 3 a 3, aos 44. Gol para dar um pouquinho de graça ao reencontro que os tricolores tanto esperavam. Gol que deixou o empate com gosto de derrota para os rubro-negros.

De roupa nova, Timão sofre para 
bater os reservas do Coritiba: 2 a 1

Usando grená em Araraquara, Corinthians tem atuação oscilante, mas é salvo pela boa exibição e pelo gol de Danilo, aos 35 minutos do 2º tempo

Por Carlos Augusto FerrariAraraquara, SP
Vencer os reservas do Coritiba não parecia ser uma das missões mais complicadas para o Corinthians. Mas, no dia em que a equipe estreou seu uniforme grená, a Fiel passou um grande sufoco. Com uma atuação irregular, o Timão sofreu para fazer 2 a 1 sobre o Coxa B, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara-SP, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Méritos para o criticado meia Danilo, melhor da partida e autor do gol salvador, aos 35 minutos do segundo tempo.

O triunfo mantém o clube paulista com 100% de aproveitamento – na estreia, bateu o Grêmio por 2 a 1, em Porto Alegre. A equipe dirigida por Tite, porém, tem saldo de gols inferior a São Paulo e Atlético-MG. No próximo domingo, os paulistas vão ao Rio de Janeiro para enfrentar o Flamengo, às 16h, no Engenhão
Já o Coritiba continua concentrado apenas na Copa do Brasil, sem dar tanta importância para o Brasileirão. O Coxa ainda não somou pontos no torneio e aparece entre os últimos. Agora, prepara-se para encarar três jogos seguidos contra o Vasco. O primeiro deles, quarta-feira, às 21h50m, em São Januário, pela final da Copa do Brasil. Os outros dois serão disputados domingo (pelo Brasileirão) e na quarta seguinte, no Couto Pereira, na grande decisão.
Timão sufoca e marca no início
O Corinthians não teve qualquer dificuldade para dominar a partida desde os primeiros minutos. Tite concentrou o jogo ofensivo pelo lado esquerdo, nas descidas do lateral Fábio Santos, amparado por Morais e Willian. Sem tanta velocidade, mas com boa atuação, Danilo virou praticamente um terceiro atacante ao encostar em Liedson e abrir espaço para os volantes se aproximarem.
E logo no comecinho, o Alvinegro chegou ao gol tirando proveito da falha de marcação na intermediária rival. Com muito espaço para encostar no campo ofensivo, Paulinho apareceu como “homem-surpresa” na entrada da área, tabelou com Willian e abriu o placar.

O Coritiba sofria para se encontrar em campo, principalmente por causa do excesso de passes errados. O buraco entre a defesa e o meio de campo facilitou o jogo corintiano. Paulinho quase repetiu a dose mas, desta vez, Vanderlei segurou. O Coxa respondeu com chute de Geraldo para boa defesa de Julio Cesar.

Apesar da superioridade técnica, o Corinthians se acomodou com a vantagem. O time diminuiu a força da marcação sob pressão e permitiu que o Coritiba começasse a tocar a bola. Mesmo assim, os paulistas seguiam melhores. No fim da etapa, reclamação de pênalti não marcado, após choque de Marcos Paulo com Paulinho.
Danilo corinthians coritiba (Foto: Celio Messias / Agência Estado)Danilo foi o melhor em campo do Corinthians contra o Coritiba (Foto: Celio Messias / Agência Estado)
Melhor em campo, Danilo salva o Corinthians
 O Corinthians sofreu uma baixa logo no início do segundo tempo. O lateral-direito Alessandro sentiu dores no músculo adutor da coxa direita ao fazer um cruzamento e precisou ser substituído por Moradei. O segundo gol quase veio em um lance de bola parada com Chicão cobrando falta. O goleiro espalmou para escanteio.
O Coritiba respondeu em seguida. Após cruzamento, Leonardo desviou de cabeça, a bola cruzou toda a pequena área e ninguém apareceu para finalizar. Temerosa, a torcida do Timão decidiu participar e passou a pedir o atacante Jorge Henrique, que já havia sido aplaudido quando chegava ao banco de reservas depois do intervalo. Tite atendeu, mas recebeu vaias por tirar Willian e recebeu gritos de "Burro!".
Para complicar ainda mais a situação do Timão grená, o Coritiba chegou ao empate. Cruzamento para a área e cabeçada de Leonardo em posição duvidosa: 1 a 1.
A igualdade deixou o Corinthians no desespero. O sofrimento da torcida, porém, não durou muito. Aos 35, Jorge Henrique cruzou da esquerda, Danilo apareceu na área e desviou para a rede. Explosão da torcida corintiana. No fim, o Coxa quase igualou, com uma bomba de Anderson Aquino que balançou a trave.